A última vez que postei nesse blog, eu tinha acabado de descobrir que estava grávida. Não consigo entender essa minha inconstância.. rsrsrs Já faz mais de um ano que eu não posto e sempre tem comentários de pessoas que são abençoadas pelos meus textos. Mesmo parado, esse espaço recebe cerca de 80 visitas por dia. Imagina se eu escrevesse?
Pois bem. Hoje, pretendo retornar a esse espaço…
Como meu último texto foi sobre a minha neurose da gravidez, quero informar que meu filho nasceu. Se chama Raphael e é um bebe adorável. Já está com 7 meses e meio.
“Quando tudo me diz não, sua voz me encoraja a prosseguir”
Está para nascer nesse mundo alguém mais neurótica do que eu. Chega a ser engraçado. Para mim, às vezes, e para as pessoas que me conhecem. Mas, tudo isso tem uma razão. Na verdade, várias razões. O fato é que, muitas vezes, isso me incomoda, porque, em muitos casos, sem motivo, eu perco a paz, por questões tão idiotas e sem importância. Só que, enquanto as questões são imbecis e não afetam ninguém, tudo bem. É complicado, mas a gente releva. O problema é que agora não é uma questão minha, só minha.
Eu tenho medo da perda de uma maneira muito intensa. A perda de tudo. A perda de alguém, a perda de um amigo, a perda de uma conquista, a perda de familiar, a perda do amor… perdas em geral.
Há pouco mais de uma semana, descobri que eu vou ser mãe. No dia 8 de setembro, eu fiz um exame com resultado positivo. Minha primeira reação foi a mais estranha possível. Apesar de eu estar tentando engravidar, praticamente, desde casei, não imaginei que fosse ser rápido. Muitas mulheres demoram muito depois que largam o anticoncepcional. Então, a minha reação foi de surpresa. Fiquei olhando para a cara do meu marido, imóvel, sem ação e ele, incrivelmente, com a mesma reação. Quase fizemos um coro: E agora? Acontece o que? Olhei para o meu corpo, sem sentir nada e pensei: é isso mesmo? Eu to grávida? A ficha levou alguns para cair. Fiz o exame de sangue para confirmar, deu positivissímo, e eu espalhei a novidade alegremente para todos, porém eu mesma não acreditava no que estava contando. O médico mandou eu esperar uma semana para fazer a ultra, eu esperei dois dias. A minha ficha só caiu quando eu ouvi o coração do meu filho. Fiquei muito emocionada. É uma sensação inexplicável. Tão pequeno, mas já causa tantas mudanças, físicas, emocionais. Saí muito feliz, com a “foto” do meu filho nos braços.
Mas, a partir daí, os meus medos e neuroses viram a tona. Durante alguns dias não consegui dormir, preocupada. Será que ta tudo bem? Será que ele já cresceu muito? Como será que ele ta? Senti medo. Só medo. Mas meu marido me acalma, sempre.
Hoje, eu acordei com uma crise de choro. Liguei pro médico, queria repetir a ultra, queria ouvir o coração dele. O médico disse que eu não precisava me preocupar, que tava tudo bem, mas que se ouvir o coração do neném, ia me deixar mais tranqüila, eu podia fazer. No meio do caminho, eu me acalmei, desisti de fazer a ultra e fui andar no shopping com meu amor.
Ao chegar em casa, minha preguiça de grávida foi embora e fui arrumar a casa, porque estava uma bagunça. Durante a minha limpeza, Deus me disse tantas coisas que me marcaram e me tranqüilizaram. Se ele, o dono da vida, aquele que colocou esse neném dentro de mim, não é capaz de cuidar dele, que poder tenho eu sobre isso? Que poder eu tenho sobre a vida? Eu não posso dar o fôlego de vida a ninguém, eu não posso fazer ninguém nascer. Deus é aquele que permitiu com que esse neném estivesse aqui. E só Ele pode cuidar disso. Nada acontece sem que Deus permita. Por que é tão difícil confiar que Ele cuida de nós nas mínimas coisas? Por que é difícil acreditar que a sua vontade é boa, perfeita e agradável? Por que não conseguimos enxergar que a sua mão está sobre nós em todo tempo nos livrando e nos guardando?
Ele é o dono do mundo, ele é o dono da vida e só nele confiarei.
Fiquei muito chocada ao assistir a um vídeo onde a pergunta “O que você pensa sobre igreja” foi feita a 20 pessoas do contexto pós-moderno. Algumas respostas podem ser conferidas logo acima.
Agora, eu lhe pergunto: o que DEVERIA ser igreja? Porque tudo o que ela DEVERIA ser, não tem sido. Pelo menos, quem tem que ser alcançado por ela e pela Palavra está bem longe dela, pelo visto.
A igreja está mais parecida com os escribas e fariseus da época de Jesus do que com o próprio Jesus. É muito triste ver que um lugar onde deveria refletir o caráter de Deus, onde deveria ser lugar de refrigério, liberdade e onde as pessoas buscam a Deus, tenha se tornado essas coisas, sim COISAS, descritas acima.
Porque se você parar para ler, vai ver que eles não estão errados. Mas por quê? Você vai me responder que onde tem gente tem problema? E daí? Se as pessoas buscassem refletir o caráter de Deus, esses problemas seriam resolvidos de maneira mais fácil.
O problema é que o cristão é cruel. Muito duro falar isso, mas eles são cruéis. Deveriam amar, mas odeiam. Odeiam porque julgam, odeiam porque é um briga para ver quem é mais espiritual, odeiam porque adoram crucificar as pessoas, odeiam porque é um querendo aparecer mais que o outro, odeiam porque não toleram que o irmão que é mais novo que ele na igreja, seja mais valorizado, odeiam porque não perdoam, odeiam porque adoram uma fofoca, odeiam porque falam mal de todo mundo, odeiam são invejosos, odeiam porque se acham melhores …
Meu marido é novo convertido e, às vezes, ele vê algumas situações na igreja, que ele me questiona: “vem cá, essas pessoas estão fazendo o que ali dentro? É diversão?”
Estava ontem mostrando uns twiters para minha pastora, e, enquanto eu analisava os post dos famosos “mundanos” e dos “celestiais”, percebi que os “mundanos” são muito mais espontâneos, verdadeiros e “sem dedos”, eles não escolhem as palavras, apenas escrevem. Já os sinceros crentes, se preocupam com cada vírgula que vão escrever. Mas sabe por quê? Um dos motivos é o medo de ser crucificado pelos crentes porque não teve uma postura “crente”. O outro, em alguns, é querer parecer espiritual demais. Como se pudessem enganar a Deus.
É por essas e outras que o último lugar que Jesus estava quando andou por aqui, era na igreja. Ele estava na rua, buscando quem, REALMENTE, tinha fome e queria andar com ele. Ele estava com prostitutas, publicanos, pecadores, cobradores de impostos.
Uma frase muito conhecida e muito usada em púlpitos, que eu desconheço a autoria, diz: “Pregue o evangelho e, se for preciso, use as palavras”.
O que a sua vida tem sido? O que você reflete? De que lado você está? A sua contribuição é para a igreja de Jesus ou para a igreja sem Jesus?
Lembrei-me de uma música que eu amava quando me converti. Autoria de Pedro Braconnot, um tremendo homem de Deus que não se contaminou com as coisas desse mundo e com as coisas da igreja, mas que é um exemplo para mim e para aqueles que passam pela vida dele e da sua família.
“Pra que medir força com o Sol da Justiça
Pra que querer brilhar mais que a Estrela da Manhã
Muitos assuntos têm martelado no meu coração. Tenho pensado e refletido sobre muitas coisas. E uma dessas coisas é a respeito de LIMITES. Qual é o meu limite e o limite do outro? Parece algo simples, mas não é.
Eu fui uma criança sem limites, uma adolescente sem limites e quase uma adulta sem limites. Aprendi na marra o que é respeitar e ser respeitada e, confesso, ainda tenho aprendido. Mas sabe? Nós ultrapassamos os limites do outro, às vezes, em mínimas coisas: quando exigimos um tempo, quando cobramos um convite, quando perguntamos algo, quando pedimos o que não deveríamos.
Tenho vários exemplos. Vou contar um que é ficção, mas bem parecido com um real. Uma amiga está se separando do marido. Eu percebi a situação, porém NÃO PERGUNTEI. Por quê? Porque se tivesse perguntado estaria “obrigando-a” a contar algo que ela não queria contar naquele momento. Isso não é preocupação, é ABUSO. Preocupação você pode mostrar de outra forma, carinho você pode mostrar de outra forma. Esse é um exemplo simples e, talvez, um pouco radical. Mas tenho aprendido que eu só devo saber o que a pessoa QUER me contar, eu só devo ir até onde a pessoa DEIXA eu ir. Ninguém é obrigado a falar com você, a ser sua amiga ou, até mesmo, a te amar. E não temos o direito de cobrar essas coisas. Tudo isso é conquistado, é alcançado, é um caminho a percorrer e não uma exigência a fazer.
Uma amiga está grávida, porque as pessoas têm que perguntar isso para mim, me obrigando a ser “indelicada” ao não responder, se a própria pessoa não quis contar?
Posso estar sendo radical, mas acho que toda cobrança ultrapassa os limites do outro, pois se você está cobrando é porque ele não te deu, se ele não te deu é porque não quis dar. Simples. Conquiste, não exija!
Eu aprendi isso debaixo de muita mágoa, muitas lágrimas, muita tristeza. Mas, aprendi. E sou feliz, porque me policio a amar, só por amar e não para ser amado. A dar por amor e não com intenções de troca. A viver plantando, tendo a consciência de que a colheita pode não vir daquela terra, mas virá, com certeza, virá.
Tenho me irritado com a ausência de limites das pessoas. Quem pode cobrar, sabe que pode, simplesmente, por causa da relação estabelecida ao longo dos anos. O abuso se dá quando a cobrança é usada para criar uma relação e uma consideração que não existe.
Precisamos repensar as nossas atitudes, porque nos magoamos com os outros com a idéia que de estamos certos, mas, na verdade, ninguém nos deve nada e ninguém é obrigado a nada. Cada um dê conta de si mesmo. Não cuide do outro, cuide de você.
Fiquei bastante tempo sem escrever, porque eu gosto de falar sobre aquilo que tenho sentido e vivido. E, existem muitos momentos em que há o silêncio. Da nossa parte, da parte de Deus. E vamos vivendo, até que algo novo acontece, até que Deus se manifesta, até que algo muda em nosso interior.
O ser humano, acho que por natureza, se acostuma com as situações ao seu redor. Não vou generalizar, mas a maioria sim. Somos o ambiente que vivemos, somos aquilo lemos, somos nossos amigos, somos o que ouvimos, somos com quem andamos … Salvo, quando estamos em Deus, com o coração nEle, o tempo inteiro, sem piscar… Assim, seremos o que Ele é. Se andarmos com Ele, se convivermos com Ele, se falarmos com Ele, seremos o que Ele é. Que tremendo isso!
Ontem, tive uma experiência muito tremenda. A Ana Paula Valadão e seu esposo Gustavo Bessa estiveram na minha igreja. E o que Deus falou comigo, foi, exatamente, o parágrafo acima. Vou explicar… Eles têm uma essência muito pura, muito verdadeira, muito sincera, eles são o reflexo do caráter de Deus, da simplicidade de Deus, da humildade de Deus. E foi isso que eu enxerguei na pregação do Pastor Gustavo. E o que veio ao meu coração foi: voltar a essência, a essência da adoração… passei a noite ouvindo a música do Quilan. “Estou voltando a essência da adoração e a essência és tu”
Durante os dois anos em que eu morei em BH aquilo que eu vi ontem, a essência que eu vi ontem fazia parte da minha vida e do meu coração. O que me importava era Deus, o que fascinava era Deus, o que me atraía era Deus, o que eu queria era Deus… não me importava nada e nem ninguém… eu tinha uma sede incontrolável do Senhor e a minha essência era agradá-lo, ainda que eu errasse.
Ontem eu fui muito tocada a voltar, voltar para esse lugar de adoração… Não sei onde isso se perdeu, mas é muito comum sermos cristãos isentos da verdadeira adoração. E eu não quero isso para minha vida. Quero entoar, em todo tempo, cânticos com a minha vida, cânticos com as minhas palavras, cânticos com as minhas atitudes, cânticos com os meus relacionamentos, cânticos de adoração e que exaltem ao Senhor, porque a minha vida tem que ser um salmo de adoração e gratidão.