Galera, peço desculpas pela demora em publicar. Eu estou bastante enrolada com as coisas da faculdade, semana que vem é a última semana e eu prometo que volto a postar com todo gás.
Só vim dar uma satisfação. Estou enlouqucendo com tanto trabalho!
25/05/2007
Galera, peço desculpas pela demora em publicar. Eu estou bastante enrolada com as coisas da faculdade, semana que vem é a última semana e eu prometo que volto a postar com todo gás.
Só vim dar uma satisfação. Estou enlouqucendo com tanto trabalho!
17/05/2007
Voltou Eliseu para Gilgal. Havia fome naquela terra, e, estando os discípulos dos profetas assentados diante dele, disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume e faze um cozinhado para os discípulos dos profetas. Então, saiu um ao campo a apanhar ervas e achou uma trepadeira silvestre; e, colhendo dela, encheu a sua capa de colocíntidas; voltou e cortou-as em pedaços, pondo-os na panela, visto que não as conheciam.Depois, deram de comer aos homens. Enquanto comiam do cozinhado, exclamaram: Morte na panela, ó homem de Deus! E não puderam comer. Porém ele disse: Trazei farinha. Ele a deitou na panela e disse: Tira de comer para o povo. E já não havia mal nenhum na panela. 2Reis 4:38 – 41
Esse texto é tremendo!!! É uma narrativa de Eliseu com os seus discípulos. Quero trazer esse lindo relato para a realidade da Igreja de Cristo hoje.
O primeiro ponto que eu quero abordar é o significado da PANELA. Ela é o lugar que você vai quando está com fome. Se eu estou com fome, é óbvio que eu vou até a fonte que vai suprir a minha necessidade.
O período desse texto é um período de escassez. Chega uma hora que Eliseu, no papel de pastor, – trazendo para os dias de hoje – percebe a fome de seus discípulos e precisa fazer algo para saciar seus “filhos”. Eliseu, de alguma forma, precisava demonstrar a sua fé, apesar de saber que não tinha nada para eles comerem. A atitude de Eliseu é tremenda, ele se preocupa com seus discípulos, ele tenta fazer algo para suprir a necessidade deles. Além disso, Eliseu pega uma panela GRANDE. Geralmente, em momentos de crise, ficamos incrédulos e, talvez, se estivéssemos no lugar dele, pegaríamos uma pequena panela – uma panelinha. A primeira frase que eu tiro como lição desse texto é: Deus quer que eu pegue a panela grande em meio à crise, porque é nessa hora que Ele quer me encher e me encher muito.
Eliseu manda um de seus discípulos ir ao campo a fim de encontrar algo para comer. O seu discípulo em vez de colher a Trepadeira Silvestre, colheu as Colocíntidas. Calma! Não se assuste! Eu vou explicar. Rsrsrs
Trepadeira silvestre são plantas naturais que resistem à seca. Chovendo ou não ela consegue sobreviver. É resistente. E serviria como alimento.
Colocíntidas era um veneno muito forte.
O discípulo sem saber enche a panela com o veneno. Sabe o que acontece? MORTE NA PANELA!
Esse é o retrato da Igreja de Cristo nos nossos dias. As pessoas estão com fome, com sede e vão até a fonte tentar se saciar, porém em vez de encontrarem Trepadeiras Silvestres encontram Colocíntidas. Em vez de encontrarem comida, encontram veneno. Tudo bem, não quero generalizar. Mas o cenário evangélico hoje, a Igreja de Jesus, que sou eu e você, não está saciando a fome dos perdidos e dos feridos que chegam. A comida pode ter uma boa aparência, mas é veneno. Precisamos voltar à realidade da Palavra e oferecer comida de verdade ao povo que está faminto.
Morte na panela quer dizer morte na fonte! O lugar que deveria brotar vida, tem brotado morte.
O mundo clama: “Existe morte”. E eu e você somos aqueles que atenderão a esse chamado.
Sabe o que é mais interessante nisso tudo? Foi que Eliseu tirou toda a glória e toda honra de si. Você percebeu o que ele mandou trazer? Não? Eu te digo: FARINHA! A farinha é a representação do pão que desceu do céu: Jesus Cristo. Ele foi o alimento que deu vida. Eliseu atribui o milagre a Ele. “… E já não havia mal nenhum na panela.”
Jesus é único que tira a morte da panela e dá a vida! As pessoas estão morrendo porque a comida oferecida é desprovida do Autor da vida. A real Palavra mata a fome da minha alma e do meu espírito.
A minha e a sua igreja será sempre uma panela. E eu e você, como homens de Deus, somos responsáveis por derramar essa farinha e levar vida às pessoas.
Eu sou um instrumento de vida. Que aquilo que ministramos possa ser sempre Trepadeiras silvestres e que em nossa panela nunca haja morte.
16/05/2007
Gente,
quero pedir perdão a vocês. Invadiram meu blog hoje a noite e apagaram todos os meus comentários, os meus posts, tudo. Eu tive que colocar os textos de novo, mas os comentários, infelizmente, se perderam. Peço que comentem de novo.
Beijos
15/05/2007
Quero escrever sobre o livro de Ageu. É um livro pequeno, mas cheio de riquezas de detalhes e com uma mensagem de Deus tremenda.
Para aqueles que não sabem, o livro de Ageu fala basicamente da reconstrução do templo que havia sido destruído durante o tempo que o povo de Israel ficou exilado.
É um momento histórico muito delicado, pois eles estão voltando do exílio, de um lugar de prisão para a reconstrução de uma vida, de uma identidade, sem motivação nenhuma para viver. Quando esse povo volta para a sua cidade, eles começam a reconstruir não só as suas casas, não só suas identidades, mas o seu relacionamento com Deus.
Quando começam a reconstruir suas vidas, eles têm uma atitude totalmente contrária a de Davi. Davi, em todo o tempo, se preocupou primeiro com a casa de Deus. Em 2Samuel 7:2 vemos a preocupação de Davi em construir uma casa para Deus:
Disse o rei ao profeta Natã: Olha, eu moro em casa de cedros, e a arca de Deus se acha numa tenda. Disse Natã ao rei: Vai, faze tudo quanto está no teu coração, porque o SENHOR é contigo.
Depois vemos a construção desse esplendoroso templo no reinado de Salomão.
E o povo, no livro de Ageu, deixa a casa de Deus de lado e constroem para si tudo do bom e do melhor. Enquanto suas casas estavam lindas e perfeitas, o templo de Deus continuava destruído. Obvio, com uma desculpa: não é o tempo da casa de Deus ser restaurada! O povo dava desculpas para não fazer a vontade de Deus. Na verdade, aquele povo estava numa crise de identidade porque olhavam para a glória do templo construído por Salomão e viam que jamais conseguiram fazer para Deus um templo com aquela glória. Eles queriam fazer algo grande para Deus, mas a única coisa que Deus queria era que o coração deles estivessem primeiro nEle, mesmo que fosse para construir um pequeno templo sem toda aquela pompa e majestade. Deus não estava preocupado com o tamanho da casa, o tamanho da obra, mas queria ver no povo uma atitude de arrependimento e prioridade na vontade de Deus.
Precisamos parar de dar desculpa para cumprir a vontade de Deus, falo isso primeiro para mim. Dizemos que não é hora, que queremos fazer algo grande. Deus não pede algo grande. Deus diz o seguinte: “Faça uma coisa pequena, meu filho e, dessa coisa pequena, EU farei algo grande e não você!”
Chega uma hora que o povo de Israel chora por causa da precariedade da obra e lembravam da beleza e da majestade do templo de Salomão; no meio dessa tristeza, Deus em sua infinita misericórdia, visita seu povo e com muito amor fala: “faz o que vocês têm que fazer! Eu sou o dono do ouro e da prata e “a glória dessa segunda casa será maior do que a primeira.”
Deus não despreza os pequenos começos, ele apenas pede que a sua vontade seja feita. Pede para sermos simples, fazermos coisas pequenas sem nos preocuparmos com coisas grandiosas demais. Se nos preocuparmos em querer ser grande. Isso é Ele que faz.
Sabe por que Deus disse que a glória dessa casa seria maior que a primeira? Porque as bases daquele pequeno templo, aquele templo simples, foi o mesmo templo que Jesus leu as escrituras. A glória daquele templo lindo e tremendo teve as suas bases edificadas e fundamentadas nesse pequeno templo de madeira feito em Ageu.
A minha vida e sua vida pode ser poderosa se a vivermos de forma simples. Se eu for fiel apenas no pouco que eu tenho.
Existem muito mais coisas para se falar desse livro. Deus não se esquece das suas promessas, Deus não se esquece de nós. Por mais que passe tempos e mais tempos. Ele cumpre. Sempre cumpre.
15/05/2007
Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:2-3
Olhando para a inocência de uma criança, lembro-me do início da minha conversão. Fico imaginando onde teria ido parar aquele amor, aquele primeiro amor de uma criança que acaba de conhecer o seu pai. Um menino de 2, 3 e até 4 anos vê o seu pai como um herói. Tudo o que ele fala é verdade. Ele sabe de tudo, tem todas as repostas, não existe questionamentos. O filho confia, se entrega. Não há maldade, não há dúvidas, não há conhecimento suficiente que gere questionamentos.
De fato, é verdade a palavra que diz que a letra mata e o espírito vivifica. Um grande conhecimento, muitas vezes, atrapalha a nossa inocência e a pureza de uma criança que confia inteiramente no seu pai.
À medida que esse filho cresce e toma conhecimento de algumas coisas, seu pai deixa de ser um herói, suas atitudes são questionadas, seu defeitos se tornam visíveis.
Esse dias me peguei lembrando dos meus primeiros meses na igreja. Como eu amava o Senhor! Eu acreditava em tudo o que pastor falava e cumpria tudo. Queria ser como ele estava dizendo, queria andar como ele dizia que era certo. Uma vez o pastor disse que a minha palavra tinha poder. Eu saí da igreja radiante e crendo que tudo o que falasse ia acontecer. Era um amor tão sincero, tão puro, tão verdadeiro. Quando eu cheguei em casa, a minha vizinha estava chorando dizendo que o marido dela estava de malas prontas. Eu me lembrei da palavra do pastor. Sem nenhuma dúvida, disse: “Ele não vai embora, fica tranqüila.” Dei as costas e fui embora. A autoridade e a fé daquela palavras fizeram toda a diferença. O marido dela desfez as malas. Eu nem batizada era.
Outra vez, o pastor disse que os demônios obedeciam à voz dos servos de Deus. Eu saí de lá louca para encontrar um demônio pela rua a fim de expulsá-los. Minha outra vizinha era super oprimida. Entrei em casa e as filhas dela de 8 e 10 anos foram me chamar dizendo que a mamãe estava passando mal. Cheguei lá, sozinha, sem conhecimento nenhum, sem ser batizada, com dois meses de convertida. A única coisa que eu sabia é que os demônios tinham que obedecer em nome de Jesus. E a palavra é verdade: eles saíram depois de muito relutar. Mas, saíram. Hoje, essa mulher é serva de Deus e eu era uma adolescente de 16 anos que tive que ir à casa dela várias vezes expulsar aqueles demônios apenas crendo em uma pregação que eu tinha ouvido.
O que eu quero mostrar com isso? Que conforme a gente cresce, se não vigiarmos, perdemos essa fé simples. Não tinha teologias, altos conhecimentos. Eu andava de acordo com o pouco que eu sabia. Onde foi para aquela menina? Simples menina que amava a Deus de forma singela, que cria em tudo, que obedecia a tudo que pediam, que não duvidava. Que não sabia que existem várias pregações, várias formas de crê, várias denominações. Não conhecia as competições, os ídolos, as lideranças, as posições. Nada disso era importante. Eu só queria cantar: “pois pra te adorar foi que eu nasci, cumpra em mim o teu querer, faça o que está em TEU coração…”
O primeiro amor, esquecido, deixado de lado em troca de coisas que para Deus são tão pequenas. Quero saber onde está o caminho de volta à inocência. Será que eu posso abrir mão de tudo o que conheço para voltar a ser aquela menina que nem sabia porque Jesus era chamado de “Cordeiro de Deus”? Mas cria nele e queria viver inteiramente cada momento. Será que eu posso esquecer tudo que eu já vi no meio da igreja e ter de novo aquela visão de que tudo era amor e que todas as pessoas são verdadeiras? Como voltar ser aquela menina com 2 meses de conversão mas que chorava de joelhos só para conhecer um pouco mais, só para ouvir a voz daquele que tinha me resgatado. Ele me ouvia tanto. Coisas tão simples.
Uma vez eu estava na escola e me deu uma vontade de fumar junto com a minha antiga turma. Eu saí correndo da escola e fui para a igreja e lá fiquei até a reunião da noite. Eu estudava de manhã. Quando começou a reunião às 19:00h, a minha oração mais sincera, mais verdadeira foi: “Jesus me ajuda, eu não quero voltar pro mundo, eu não quero voltar pro mundo.” Na mesma hora, uma mulher saiu lá da frente e me abraçou e disse: “Filha amada, não temas. Eu te fortaleço nessa hora”. Esse tipo de coisa não aconteceu nem uma, nem duas vezes. Mas, infelizmente, eu cresci. Vivi coisas que não queria, vi situações que não deveria, conheci demais, estudei demais, me ensoberbeci demais. Quis ser muita coisa, quis aprender assuntos sem importância e deixei de lado o relacionamento simples, puro e ingênuo.
Deus, tu conheces o meu coração e o que eu quero é voltar a cantar aquela música com o mesmo sentimento que eu cantava há 11 anos atras.
Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres Apocalipse 2:4-5