O centro da vontade de Deus. O centro. Nem para direita, nem para esquerda, nem para frente, nem para trás, mas no centro. Meu Deus, como é difícil encontrar esse lugar.

Quarta-feira passada, eu estava feliz, radiante, serelepe… Claro, né? Recém casada, com um homem maravilhoso, que me ama, que me mima, que me completa, que me faz mulher, que me compreende. Ufa, são muitas qualidades, mas o texto de hoje não é sobre o meu marido. Talvez o próximo seja, se ele permitir. Mas, voltando ao assunto, estava na igreja, antes do culto, na reunião de mulheres, quarta-feira, quando minha pastora começou a pregar sobre cavernas. Deus começou a me mostrar umas coisas no meu interior que já estão me incomodando há algum tempo, mas estavam “dormindo” devido à agitação do casamento. É uma crise sem fundamento, um sentimento sem sentido, algo que me consome, que me corrói, que me fere, mas que estava de lado. Sabe de uma coisa? Nada é deixado de lado por Deus. NADA. E tudo tem o tempo para ser mexido, para ser tratado, para ser colocado para fora pelo Senhor. No tempo, na hora dEle, quando Ele achar que chegou o momento. Durante um tempo, eu orei e pedi a Deus que me mostrasse o caminho, que me tratasse, que me moldasse, mas Ele estava na dEle, só observando e aguardando o tempo em que viria com a sua doce voz e a sua doce mão mexer e arrancar o que deveria ser tirado.

Essa crise tem a ver com o centro da vontade de Deus. Queremos estar onde ele não nos chamou para estar, ser o que ele não nos chamou para ser, ocupar um lugar que não é nosso, viver uma verdade que Ele não chamou para ser nossa. E, enquanto eu e você lutarmos com o Pai para viver um sonho que não é dEle, viveremos com crises e conflitos interiores.  Porque queremos ir por um caminho que não foi trilhado para nós. Como dói mudar de caminho, como dói abrir mão dos nossos desejos, dos nossos sonhos, das nossas vontades. Mas sabe por que dói? Porque não entendemos que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável e só seremos completos e inteiramente felizes quando estivermos no centro dessa vontade, no lugar que é feito só para nós, que Deus moldou para nos colocar, que tem a nossa forma. O dia em  que entendermos isso, mas entender de verdade, com o coração, com a vida, viveremos a plenitude do Senhor e do Espírito.

Eu preciso aprender a abrir mão de muita coisa ainda. Nesse mesmo dia, após a pregação da pastora, o pastor, no culto, pregou sobre deixar aquilo que nos afasta de Deus. Deus realmente queria começar a fazer algo com relação a esses sentimentos naquela noite. Eu digo começar, porque é um processo. Naquela noite, ele abriu a ferida, expôs, tratou, mas é tempo de cicatrização, tempo de colocar em prática, tempo de se render e se colocar no lugar que Ele tem para mim.

Eu quero encontrar esse centro, o melhor lugar para eu estar, o lugar que Ele separou para mim. Eu quero viver a plenitude dos sonhos de Deus para minha vida e é para esse alvo que eu caminho.

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