maio 2007


Galera, peço desculpas pela demora em publicar. Eu estou bastante enrolada com as coisas da faculdade, semana que vem é a última semana e eu prometo que volto a postar com todo gás.

Só vim dar uma satisfação. Estou enlouqucendo com tanto trabalho!

Voltou Eliseu para Gilgal. Havia fome naquela terra, e, estando os discípulos dos profetas assentados diante dele, disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume e faze um cozinhado para os discípulos dos profetas. Então, saiu um ao campo a apanhar ervas e achou uma trepadeira silvestre; e, colhendo dela, encheu a sua capa de colocíntidas; voltou e cortou-as em pedaços, pondo-os na panela, visto que não as conheciam.Depois, deram de comer aos homens. Enquanto comiam do cozinhado, exclamaram: Morte na panela, ó homem de Deus! E não puderam comer. Porém ele disse: Trazei farinha. Ele a deitou na panela e disse: Tira de comer para o povo. E já não havia mal nenhum na panela. 2Reis 4:38 – 41

Esse texto é tremendo!!! É uma narrativa de Eliseu com os seus discípulos. Quero trazer esse lindo relato para a realidade da Igreja de Cristo hoje.

O primeiro ponto que eu quero abordar é o significado da PANELA. Ela é o lugar que você vai quando está com fome. Se eu estou com fome, é óbvio que eu vou até a fonte que vai suprir a minha necessidade.

O período desse texto é um período de escassez. Chega uma hora que Eliseu, no papel de pastor, ­– trazendo para os dias de hoje – percebe a fome de seus discípulos e precisa fazer algo para saciar seus “filhos”. Eliseu, de alguma forma, precisava demonstrar a sua fé, apesar de saber que não tinha nada para eles comerem. A atitude de Eliseu é tremenda, ele se preocupa com seus discípulos, ele tenta fazer algo para suprir a necessidade deles. Além disso, Eliseu pega uma panela GRANDE. Geralmente, em momentos de crise, ficamos incrédulos e, talvez, se estivéssemos no lugar dele, pegaríamos uma pequena panela – uma panelinha. A primeira frase que eu tiro como lição desse texto é: Deus quer que eu pegue a panela grande em meio à crise, porque é nessa hora que Ele quer me encher e me encher muito.

Eliseu manda um de seus discípulos ir ao campo a fim de encontrar algo para comer. O seu discípulo em vez de colher a Trepadeira Silvestre, colheu as Colocíntidas. Calma! Não se assuste! Eu vou explicar. Rsrsrs

Trepadeira silvestre são plantas naturais que resistem à seca. Chovendo ou não ela consegue sobreviver. É resistente. E serviria como alimento.

Colocíntidas era um veneno muito forte.

O discípulo sem saber enche a panela com o veneno. Sabe o que acontece? MORTE NA PANELA!

Esse é o retrato da Igreja de Cristo nos nossos dias. As pessoas estão com fome, com sede e vão até a fonte tentar se saciar, porém em vez de encontrarem Trepadeiras Silvestres encontram Colocíntidas. Em vez de encontrarem comida, encontram veneno. Tudo bem, não quero generalizar. Mas o cenário evangélico hoje, a Igreja de Jesus, que sou eu e você, não está saciando a fome dos perdidos e dos feridos que chegam. A comida pode ter uma boa aparência, mas é veneno. Precisamos voltar à realidade da Palavra e oferecer comida de verdade ao povo que está faminto.

Morte na panela quer dizer morte na fonte! O lugar que deveria brotar vida, tem brotado morte.

O mundo clama: “Existe morte”. E eu e você somos aqueles que atenderão a esse chamado.

Sabe o que é mais interessante nisso tudo? Foi que Eliseu tirou toda a glória e toda honra de si. Você percebeu o que ele mandou trazer? Não? Eu te digo: FARINHA! A farinha é a representação do pão que desceu do céu: Jesus Cristo. Ele foi o alimento que deu vida. Eliseu atribui o milagre a Ele. “… E já não havia mal nenhum na panela.”

Jesus é único que tira a morte da panela e dá a vida! As pessoas estão morrendo porque a comida oferecida é desprovida do Autor da vida. A real Palavra mata a fome da minha alma e do meu espírito.

A minha e a sua igreja será sempre uma panela. E eu e você, como homens de Deus, somos responsáveis por derramar essa farinha e levar vida às pessoas.

Eu sou um instrumento de vida. Que aquilo que ministramos possa ser sempre Trepadeiras silvestres e que em nossa panela nunca haja morte.

Texto feito com base no estudo da pastora Silvia Lima no Centro de Treinamento Carisma.

Gente,

quero pedir perdão a vocês. Invadiram meu blog hoje a noite e apagaram todos os meus comentários, os meus posts, tudo. Eu tive que colocar os textos de novo, mas os comentários, infelizmente, se perderam.  Peço que comentem de novo.

Beijos

Quero escrever sobre o livro de Ageu. É um livro pequeno, mas cheio de riquezas de detalhes e com uma mensagem de Deus tremenda.

Para aqueles que não sabem, o livro de Ageu fala basicamente da reconstrução do templo que havia sido destruído durante o tempo que o povo de Israel ficou exilado.

É um momento histórico muito delicado, pois eles estão voltando do exílio, de um lugar de prisão para a reconstrução de uma vida, de uma identidade, sem motivação nenhuma para viver. Quando esse povo volta para a sua cidade, eles começam a reconstruir não só as suas casas, não só suas identidades, mas o seu relacionamento com Deus.

Quando começam a reconstruir suas vidas, eles têm uma atitude totalmente contrária a de Davi. Davi, em todo o tempo, se preocupou primeiro com a casa de Deus. Em 2Samuel 7:2 vemos a preocupação de Davi em construir uma casa para Deus:

Disse o rei ao profeta Natã: Olha, eu moro em casa de cedros, e a arca de Deus se acha numa tenda. Disse Natã ao rei: Vai, faze tudo quanto está no teu coração, porque o SENHOR é contigo.

Depois vemos a construção desse esplendoroso templo no reinado de Salomão.

E o povo, no livro de Ageu, deixa a casa de Deus de lado e constroem para si tudo do bom e do melhor. Enquanto suas casas estavam lindas e perfeitas, o templo de Deus continuava destruído. Obvio, com uma desculpa: não é o tempo da casa de Deus ser restaurada! O povo dava desculpas para não fazer a vontade de Deus. Na verdade, aquele povo estava numa crise de identidade porque olhavam para a glória do templo construído por Salomão e viam que jamais conseguiram fazer para Deus um templo com aquela glória. Eles queriam fazer algo grande para Deus, mas a única coisa que Deus queria era que o coração deles estivessem primeiro nEle, mesmo que fosse para construir um pequeno templo sem toda aquela pompa e majestade. Deus não estava preocupado com o tamanho da casa, o tamanho da obra, mas queria ver no povo uma atitude de arrependimento e prioridade na vontade de Deus.

Precisamos parar de dar desculpa para cumprir a vontade de Deus, falo isso primeiro para mim. Dizemos que não é hora, que queremos fazer algo grande. Deus não pede algo grande. Deus diz o seguinte: “Faça uma coisa pequena, meu filho e, dessa coisa pequena, EU farei algo grande e não você!”

Chega uma hora que o povo de Israel chora por causa da precariedade da obra e lembravam da beleza e da majestade do templo de Salomão; no meio dessa tristeza, Deus em sua infinita misericórdia, visita seu povo e com muito amor fala: “faz o que vocês têm que fazer! Eu sou o dono do ouro e da prata e “a glória dessa segunda casa será maior do que a primeira.”

Deus não despreza os pequenos começos, ele apenas pede que a sua vontade seja feita. Pede para sermos simples, fazermos coisas pequenas sem nos preocuparmos com coisas grandiosas demais. Se nos preocuparmos em querer ser grande. Isso é Ele que faz.

Sabe por que Deus disse que a glória dessa casa seria maior que a primeira? Porque as bases daquele pequeno templo, aquele templo simples, foi o mesmo templo que Jesus leu as escrituras. A glória daquele templo lindo e tremendo teve as suas bases edificadas e fundamentadas nesse pequeno templo de madeira feito em Ageu.

A minha vida e sua vida pode ser poderosa se a vivermos de forma simples. Se eu for fiel apenas no pouco que eu tenho.

Existem muito mais coisas para se falar desse livro. Deus não se esquece das suas promessas, Deus não se esquece de nós. Por mais que passe tempos e mais tempos. Ele cumpre. Sempre cumpre.

Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:2-3

Olhando para a inocência de uma criança, lembro-me do início da minha conversão. Fico imaginando onde teria ido parar aquele amor, aquele primeiro amor de uma criança que acaba de conhecer o seu pai. Um menino de 2, 3 e até 4 anos vê o seu pai como um herói. Tudo o que ele fala é verdade. Ele sabe de tudo, tem todas as repostas, não existe questionamentos. O filho confia, se entrega. Não há maldade, não há dúvidas, não há conhecimento suficiente que gere questionamentos.

De fato, é verdade a palavra que diz que a letra mata e o espírito vivifica. Um grande conhecimento, muitas vezes, atrapalha a nossa inocência e a pureza de uma criança que confia inteiramente no seu pai.

À medida que esse filho cresce e toma conhecimento de algumas coisas, seu pai deixa de ser um herói, suas atitudes são questionadas, seu defeitos se tornam visíveis.

Esse dias me peguei lembrando dos meus primeiros meses na igreja. Como eu amava o Senhor! Eu acreditava em tudo o que pastor falava e cumpria tudo. Queria ser como ele estava dizendo, queria andar como ele dizia que era certo. Uma vez o pastor disse que a minha palavra tinha poder. Eu saí da igreja radiante e crendo que tudo o que falasse ia acontecer. Era um amor tão sincero, tão puro, tão verdadeiro. Quando eu cheguei em casa, a minha vizinha estava chorando dizendo que o marido dela estava de malas prontas. Eu me lembrei da palavra do pastor. Sem nenhuma dúvida, disse: “Ele não vai embora, fica tranqüila.” Dei as costas e fui embora. A autoridade e a fé daquela palavras fizeram toda a diferença. O marido dela desfez as malas. Eu nem batizada era.

Outra vez, o pastor disse que os demônios obedeciam à voz dos servos de Deus. Eu saí de lá louca para encontrar um demônio pela rua a fim de expulsá-los. Minha outra vizinha era super oprimida. Entrei em casa e as filhas dela de 8 e 10 anos foram me chamar dizendo que a mamãe estava passando mal. Cheguei lá, sozinha, sem conhecimento nenhum, sem ser batizada, com dois meses de convertida. A única coisa que eu sabia é que os demônios tinham que obedecer em nome de Jesus. E a palavra é verdade: eles saíram depois de muito relutar. Mas, saíram. Hoje, essa mulher é serva de Deus e eu era uma adolescente de 16 anos que tive que ir à casa dela várias vezes expulsar aqueles demônios apenas crendo em uma pregação que eu tinha ouvido.

O que eu quero mostrar com isso? Que conforme a gente cresce, se não vigiarmos, perdemos essa fé simples. Não tinha teologias, altos conhecimentos. Eu andava de acordo com o pouco que eu sabia. Onde foi para aquela menina? Simples menina que amava a Deus de forma singela, que cria em tudo, que obedecia a tudo que pediam, que não duvidava. Que não sabia que existem várias pregações, várias formas de crê, várias denominações. Não conhecia as competições, os ídolos, as lideranças, as posições. Nada disso era importante. Eu só queria cantar: “pois pra te adorar foi que eu nasci, cumpra em mim o teu querer, faça o que está em TEU coração…”

O primeiro amor, esquecido, deixado de lado em troca de coisas que para Deus são tão pequenas. Quero saber onde está o caminho de volta à inocência. Será que eu posso abrir mão de tudo o que conheço para voltar a ser aquela menina que nem sabia porque Jesus era chamado de “Cordeiro de Deus”? Mas cria nele e queria viver inteiramente cada momento. Será que eu posso esquecer tudo que eu já vi no meio da igreja e ter de novo aquela visão de que tudo era amor e que todas as pessoas são verdadeiras? Como voltar ser aquela menina com 2 meses de conversão mas que chorava de joelhos só para conhecer um pouco mais, só para ouvir a voz daquele que tinha me resgatado. Ele me ouvia tanto. Coisas tão simples.

Uma vez eu estava na escola e me deu uma vontade de fumar junto com a minha antiga turma. Eu saí correndo da escola e fui para a igreja e lá fiquei até a reunião da noite. Eu estudava de manhã. Quando começou a reunião às 19:00h, a minha oração mais sincera, mais verdadeira foi: “Jesus me ajuda, eu não quero voltar pro mundo, eu não quero voltar pro mundo.” Na mesma hora, uma mulher saiu lá da frente e me abraçou e disse: “Filha amada, não temas. Eu te fortaleço nessa hora”. Esse tipo de coisa não aconteceu nem uma, nem duas vezes. Mas, infelizmente, eu cresci. Vivi coisas que não queria, vi situações que não deveria, conheci demais, estudei demais, me ensoberbeci demais. Quis ser muita coisa, quis aprender assuntos sem importância e deixei de lado o relacionamento simples, puro e ingênuo.

Deus, tu conheces o meu coração e o que eu quero é voltar a cantar aquela música com o mesmo sentimento que eu cantava há 11 anos atras.

Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres Apocalipse 2:4-5

Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais;e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus. Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei…. em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Filipenses 1: 12-18 ; 20-21

O texto é longo, eu sei. Mas ele é lindo e tem uma verdade encantadora. Assim como eu escrevi a respeito de Pedro; agora, falarei sobre Paulo. Paulo era um apóstolo completamente apaixonado por Cristo e pela pregação do evangelho. Não importa o que acontecesse com ele, o que importava era Cristo e somente Cristo. Engraçado, quando alguma coisa dá errado com a gente, não sai conforme planejado, temos o impulso de perguntar “Deus, por quê?” “Deus não me ama, não ouviu as minhas orações.” Paulo foi preso, açoitado, perseguido, odiado (vs 12,13) e, no entanto, ele se alegra com essas coisas porque “elas contribuíram para o progresso do evangelho”. Paulo tinha o claro entendimento de que “todas as coisas cooperavam e cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28). Ele vai mais longe: se gloria por causa das suas algemas. Não importa de que FORMA, o mais importante é Cristo ser pregado. Eu quero aprender a viver assim, com meu coração tão apaixonado que possa apanhar por pregar o evangelho, posso perder um emprego, posso ser julgada e apontada, posso ser presa, mas jamais tirar o sorriso do rosto e alegria de pregar a Cristo crucificado. Que o amor do Pai não cesse com as lutas e tribulações, mas aumente cada vez mais.

Paulo era tão obcecado que escolheu viver a fim de ver e contribuir para o progresso do evangelho. “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” Ou seja, para Paulo era infinitamente melhor partir e estar com Cristo,. Porém, já que ele vive, que a sua vida seja pela causa, pelos perdidos, pelo Senhor, pelos irmãos.

Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele, pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu. FP 1:29-30.

O mais interessante nisso tudo é que se tinha alguém que podia se gloriar em sua posição no mundo e em todos os seus títulos, essa pessoa era Paulo. Em FP 3: 4-6 ele descreve tudo que era, todas as suas posições e honras humanas porém no versículo 7 ele diz que tudo isso foi considerado como perda por causa de cristo, por causa do anseio em conhecer a Deus, por causa daquilo que Deus tinha reservado a Ele. A justiça de Paulo era a justiça baseada na fé. Isso que importa.

Que todos os dias possamos tomar a Paulo com exemplo e parar de se importar com coisas tão pequenas do dia-a-dia. Parar de se preocupar com nossos sentimentos egoístas, com a nossa própria vida, para de apontar, julgar, não amar e viver o verdadeiro evangelho. O evangelho que lemos nas cartas de Paulo; o evangelho que vemos na vida de Jesus. Escrevo isso, primeiro para mim, que estou muito aquém do desejo de Deus e daquilo que Ele planejou na sua Palavra.

Quero falar sobre Pedro. Um apóstolo que errou muito, mas amava a Deus. Todas as vezes que ele errou, tenho certeza que foi tentando acertar.

Eu sou fã desse apóstolo tão parecido comigo. Impulsivo, invasivo, ousado, linguarudo, fraco, covarde. No entanto, mesmo com todos esses defeitos, sua primeira pregação tocou a vida de cerca de 3000 pessoas.

Quero analisar suas atitudes impensadas, suas palavras mal calculadas, seu atrevimento.

“ Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou a um alto monte, onde ficaram a sós. Ali ele foi transfigurado diante deles. Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro do mundo seria capaz de branqueá-las. E apareceram diante deles Elias e Moisés, os quais conversavam com Jesus. Então Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias. Ele não sabia o que dizer, pois estavam apavorados.Marcos 9:2-6

Esse trecho Bíblico é até engraçado. Imagina você em uma reunião com pastores de alto escalão (se é que isso existe). O assunto é importante, a conversa é séria. Todos estão envolvidos e prestando atenção naquilo que está sendo dito. De repente, se levanta um indivíduo, no meio do nada, interrompe a conversa e diz: “Como é bom estarmos aqui. Alguém deseja um café?”. Imaginou? Foi mais ou menos essa atitude de Pedro. Na sua vontade de agradar e de se fazer presente, sempre fala na hora errada. Jesus? Ignorou a tão singela frase Pedro. Imagino o que o Mestre deve ter pensado. “Três tendas? Onde é que Pedro está com a cabeça?” Em vez de ficar quieto e observar como os outros dois discípulos faziam, sua impulsividade falou mais alto. Além do medo que estava sentindo, claro. Pedro NÃO SABIA O QUE DIZER, porém disse o que lhe veio à mente. Era melhor ter ficado calado? Não sei. Se tivesse ficado não seria o amado discípulo o qual Jesus disse que transformaria em pescador de homens.

Pedro andou sobre as águas. Muitos o condenam porque ele foi um homem de pequena fé. Mas mesmo com a sua fé tão pequena, ele foi o único capaz de andar sobre o mar. A ousadia de Pedro me atrai. Nenhum dos discípulos foi capaz de desafiar Jesus. Pedro foi. Desafiou e andou. Mas como todo “bom” impulsivo, ele percebeu o que tinha feito e pediu ajuda. Hahaha! Foi impulsivo para andar e impulsivo para reparar “na força do vento”. Pedro olhou para as circunstâncias. Como muitas vezes fazemos. Damos um passo de fé, mas quando a tempestade fica mais forte do que achamos que podemos suportar, gritamos: “Salve-me Jesus”. Os discípulos também repararam na força do vento e tremeram de medo, mas Pedro SAIU do barco, saiu do lugar seguro, porque por mais seguro que estivesse aquele barco, a maior segurança era ao lado do mestre. Ainda que debaixo de uma tempestade.

O mesmo Pedro que teve a sensibilidade para confessar “tu és o Cristo, Filho do Deus vivo”, foi o mesmo que minutos depois foi repreendido por Jesus como pedra de tropeço e um desconhecedor das coisas de Deus. Que contradição.

Olhando para as escrituras, esse discípulo tão querido foi o mais repreendido, talvez o que mais tenha errado. Mas o seu coração estava em Deus e tudo o que ele fazia era espontâneo, sincero, verdadeiro.

O mesmo Pedro que negou a Jesus a três vezes, mesmo depois de ter andando com Ele tanto tempo. Que xingou, que se acovardou, foi o mesmo que chorou amargamente, que se arrependeu, que amou, que viveu.

Diante dessas coisas, o versículo mais importante é esse:

“Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens.” Mateus 4:18

Jesus viu a Pedro. Pedro não encontrou Jesus, ele foi encontrado pelo Mestre. O Senhor sabia de todas as limitações daquele pescador, conhecia seu temperamento e sua impulsividade. Ainda sim, o chamou e prometeu fazer dele um pescador de homens. Jesus não olhou e não pensou nos problemas que seu discípulo criaria à medida que andasse com Ele. O Rei dos Reis não se importou ao convocá-lo, pois sabia que mais tarde os seus grandes defeitos se tornariam grandes virtudes. Fico imaginando o olhar de Jesus para seus filhos quando julgam seus irmãos por pequenos erros, ou até mesmos grandes, mas que diante do amor de Jesus demonstrado a seus discípulos se tornam insignificantes. Erros repetidos? Pedro cometeu vários. E ainda sim, o Filho de Deus o amou.

Jesus amou. Jesus acreditou. Jesus confiou. Jesus se entregou.

 

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