Deixando um pouco as minhas crises e os meus propósitos de lado, até porque elas já passaram, porque aconteceram tantas coisas boas durante essa semana… Acho que Deus me tirou da fornalha para me dar um refrigério. Daqui a pouco, ele me coloca na bigorna de novo para ser tratada mais um pouco. E assim é a nossa vida com Deus: Ele nos trata, somos aprovados (ou não, né?), há um renovo, um descanso e voltamos para o fogo. Se estamos sendo tratados é porque Deus não desistiu de nós e é essa certeza que nos faz caminhar cada dia mais, mesmo diante das adversidades.

Durante a minha tentativa de abstinência (rsrs), eu vi muitos vídeos e, durante o meu intenso passeio pelo youtube, encontrei um vídeo da Ana Paula Valadão, onde ela desabafa sobre as críticas. Esse vídeo falou muito comigo. Por que nós somos tão rápidos para criticar e tão tardios para elogiar? Por que os defeitos das pessoas, das coisas, das situações, do pastor, dos cultos, do cantor, do namorado, do marido, do amigo, do professor… salta tão rapidamente aos nossos olhos e demoramos muito tempo para encontrar uma qualidade? Por que quando alguém erra conosco ficamos remoendo aquela mágoa durante tanto tempo, mas quando erramos com as pessoas exigimos perdão? Não é estranho que nós, como cristãos, seguidores de Cristo, tenhamos esse comportamento?

“Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei.” Filipenses 1:18.

Amados, devemos nos preocupar em pregar o evangelho puro e simples: Cristo crucificado. Isso que importa! Se A falou isso, se B falou aquilo, se C me magoou ou se D não se comporta da forma que eu acho certo, não importa. Às vezes, criticamos homens de Deus por bobagens, homens que dão a sua vida pelo evangelho, que buscam viver de maneira santa, mas que, por causa de um simples erro, está condenado ao fogo eterno por nós, o que é pior. O cristão é muito cruel, quando deveria ser o mais amável, porque carrega consigo o amor de Deus.

Se Deus nos julgasse e nos tratasse da forma como tratamos nossos irmãos estavámos fritos, perdidos, condenados ao inferno.  Porque julgamos tanto? Não consigo entender. Não fomos chamados para isso! Fomos chamados para amar, para emprestar o ombro, mesmo quando o irmão está errado. Quer dizer, principalmente quando ele está errado. É tão dificil perdoar, mas é tão fácil exigir perdão. É tão difícil olhar nossos erros, mas tão fácil condenar o irmão.

Nós somos devedores do amor. Temos essa dívida uns com os outros e só nós podemos pagá-la. Ninguém mais. É a única obrigação que nós temos: amar. Deus já fez TUDO por nós. Absolutamente tudo e nos deixou apenas uma ordem: AME! Que vergonha! Não vamos cumprir a única coisa que Ele nos pediu? Ele nos deu tantas e nos pediu uma. O que diremos quando olharmos em seus olhos? “Senhor, me perdoe, mas não fui capaz de amar o meu irmão. Só fui capaz de apontar os seus erros, de exigir atenção, de exigir perfeição, de não perdoar, de condená-lo, de julgá-lo, de jogar terra em cima quando ele estava no buraco.” Não acho que você queria passar por isso.

Esqueça os defeitos, esqueça as diferenças, esqueça as divergências doutrinárias, esqueça as briguinhas, esqueça as fofocas. Somos apenas um! UM!